Quem vive nas grandes cidades já se acostumou à visão de crianças de rua, tão incorporadas ao cenário urbano que muitas vezes falhamos em nos sensibilizar quando passamos por elas em semáforos e viadutos.
De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 150 milhões de crianças vivem nas ruas, em situação de privação de direitos e serviços.
Relatórios da Organização apontam que essas crianças são provenientes de lares desestruturados e condições inadequadas de moradia. Vítimas de todas as formas de violência física e psicológica, de zonas de guerra e de intensa pobreza, elas tomam as ruas por não terem outro lugar para onde ir. Uma vez na rua, se tornam presas fáceis para outras formas de exploração – como a sexual.
Brasil
Diferentemente do que acontece com crianças em situação de trabalho infantil e exploração sexual, o Brasil não tem uma política nacional voltada a crianças e adolescentes em situação de rua. A responsabilidade recai sobre estados e municípios, muitas vezes ineficientes em oferecer ações de qualidade.
O 1º Censo Nacional de Crianças e Adolescentes em Situação de Rua data somente de 2011. “Existe um descaso muito grande com essas crianças”, afirma o cientista político e diretor da agência Abridor de Latas – Comunicação Sindical, Guilherme Mikami.
“A falta de políticas públicas eficientes acaba por marginalizá-las ainda mais. Em vez de garantir a dignidade dessas crianças, a sociedade as empurra para debaixo do tapete, deixando-as vulneráveis e encarando-as, muitas vezes, como ‘vagabundos’ ou ‘vândalos’. Nelas aparece uma marca visível da criminalização da pobreza”, salienta.
Um dia para lembrar
O Consortium for Street Children (CSC), com o apoio do grupo Aviva, criou o Dia Internacional das Crianças de Rua em 2011. Ele é celebrado em 12 de abril. A organização tenta fazer com que a data seja oficializada pela ONU.
O objetivo é criar uma plataforma para que as vozes e demandas de milhões de crianças costumeiramente esquecidas sejam ouvidas – e seus direitos, garantidos.
Comunicação como estratégia
Muito se fala na renovação do movimento sindical nesse momento de retirada de direitos e profundas mudanças no mundo do trabalho, mas poucas entidades se dispõem a rever suas políticas de comunicação.
No nosso dia a dia, vemos que quando o movimento sindical investe em comunicação moderna, que entenda as novas técnicas e plataformas da comunicação, o resultado pode ser decisivo para a luta dos trabalhadores.
Quer saber mais sobre como podemos ajudar a sua entidade sindical a dar um passo adiante, aumentando ainda mais sua representatividade e o contato com os trabalhadores da sua base?
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