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No mundo, mais de 20 milhões de pessoas são afetadas por enchentes

23 de abril de 2016
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Os desastres naturais são tema recorrente no Brasil, problemas como seca e excesso de chuvas são comuns por todo território. Atualmente, estima-se que 266 mil brasileiros estão sob risco de inundações. O que prova que a problemática não é nova, apenas esquecida.

De acordo com dados da Organização Não Governamental (ONG) World Resources Institute (WRI), as enchentes têm prejudicado mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo – gerando um custo de 96 bilhões de dólares por ano.

Segundo a WRI, 80% da população mundial afetada anualmente por inundações está concentrada em apenas 15 países. O Brasil é o 11º nesse ranking. O estudo também revelou que os países mais afetados são os menos desenvolvidos.

O problema afeta diretamente a qualidade de vida dos cidadãos, que acabam tendo grandes perdas. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2008 e 2012, 1,4 milhão de pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas no país por conta de enchentes.

Entre as principais causas desses desastres estão as mudanças climáticas – com muita chuva em lugares concentrados enquanto falta em outros –, acúmulo de lixo, impermeabilização do solo (prejudicando a infiltração da água), cidades construídas muito próximas a rios e sistemas de drenagem precários ou inexistentes.

Para o cientista político e diretor da agência Abridor de Latas Comunicação Sindical, Guilherme Mikami, “além das mudanças climáticas que o planeta vem enfrentando – que também colaboram para os desastres –, não vemos preocupação dos governos em construir alternativas viáveis para retirar pessoas que estejam morando próximas a rios”.

Segundo Mikami, a falta de políticas públicas para prevenir e evitar esses desastres também contribui com o número. “Faltam investimentos em estrutura adequada para escoamento da água e incentivos à redução de lixo e à reciclagem de materiais. Todos esses fatores têm contribuído para o aumento dos impactos dos desastres naturais e que só tendem a agravar se não forem tomadas medidas imediatas”, afirma.

Segundo Mikami, há rios que continuam transbordando mesmo depois de décadas de trabalho constante. “Geralmente os alagamentos ocorrem nos mesmos locais há muito tempo. É muito estranho ver o gasto de enormes quantias de recursos em projetos que não estão gerando nenhum resultado”, afirma.

Futuro em risco

A pesquisa do WRI indicou que a situação para os próximos anos pode piorar ainda mais. Segundo a organização, em 2030, serão 54 milhões de pessoas afetadas por essas catástrofes, o que terá um custo de meio trilhão de dólares.

“As medidas de combate às intempéries devem ser feitas antes, justamente para evitar mortes e perdas. Porém, o que temos visto é a atenção somente depois de já acontecidas as enchentes ou mesmo outros desastres. Se isso não mudar, a população continuará sendo afetada pela falta de investimentos em prevenção”, conclui Mikami.

Fonte: Abridor de Latas Comunicação Sindical

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